Brasil, Argentina e EUA garantem vaga na AmeriCup 2025 com desempenho impecável nas eliminatórias
nov, 16 2025
Brasil, Argentina e FIBA já têm os principais candidatos ao título da AmeriCup 2025 — e o caminho até lá foi mais competitivo do que muitos imaginavam. Desde fevereiro de 2023, as eliminatórias continentais vêm definindo quem vai disputar o torneio principal, marcado para acontecer em fevereiro de 2025. E o que se vê é um cenário onde as grandes potências da América não apenas vencem, mas dominam: Brasil e Estados Unidos lideram seus grupos com 11 pontos cada, enquanto a Argentina mantém o ritmo com 10 pontos e apenas duas derrotas. A classificação está quase completa — e o que está em jogo não é só vaga, mas prestígio, desenvolvimento de jovens talentos e o futuro do basquete sul-americano.
Grupos definidos, vaga garantida
O sistema de classificação, organizado pela FIBA Americas, divide 17 seleções em quatro grupos. Cada equipe joga em turno único, e as três primeiras de cada grupo avançam. No Grupo A, a Argentina se mantém invicta em casa e lidera com 4 vitórias e 2 derrotas. A surpresa foi a Colômbia, que superou a expectativa e se classificou ao lado da Venezuela — ambas com 9 pontos. O Chile, apesar da luta, acabou fora, mesmo com 8 pontos.No Grupo B, o Brasil não deu chances: 5 vitórias, 1 derrota. A vitória por 71 a 65 sobre o Uruguai, em casa, foi decisiva. O Uruguai, com 10 pontos, surpreendeu por manter o ritmo, e o Panamá, com 9 pontos, fez história ao se classificar pela primeira vez em décadas. O Paraguai, com 6 pontos e seis derrotas, terminou em último — um reflexo da desigualdade estrutural no basquete da região.
No Grupo C, o triunfo foi coletivo: Canadá, República Dominicana e México terminaram empatados com 10 pontos cada. O México, que já havia surpreendido na última edição, repetiu a dose. A República Dominicana, com vitórias por 84 a 70 e 84 a 67 sobre o México, mostrou que o basquete caribenho voltou com força. Já o Canadá, com 96 a 51 sobre a Nicarágua, demonstrou sua superioridade física e técnica.
No Grupo D, os Estados Unidos foram implacáveis: 5 vitórias, 1 derrota. A derrota para a República Dominicana, em jogo disputado em território americano, foi a única mancha. Bahamas e Porto Rico se classificaram com 8 e 7 pontos, respectivamente. Cuba, que já foi potência nos anos 80, ficou para trás, com apenas 7 pontos e um desempenho inconsistente.
Estrelas em destaque: quem está fazendo a diferença
A competição não foi só de resultados — foi de jogadores que se tornaram referência. Iverson Molinar, do Panamá, é o fenômeno da temporada: 22,0 pontos e 21,0 rebotes por jogo. Sim, você leu certo — 21 rebotes. É como se ele pegasse quase metade das bolas que saem da cesta. Seu desempenho é comparável ao de um centro da NBA em uma liga menor, mas ele faz isso com agilidade e inteligência tática raras na América Latina.Do outro lado, João Cardoso, da seleção brasileira, respondeu com 21,8 pontos por jogo, liderando o ataque com precisão de arremesso e liderança no quadrado. Ele não é o mais alto, mas é o mais decidido. Já Mfiondu Kabengele, do Canadá, fez o mesmo número: 21,8 pontos. Ex-jogador da NBA, ele trouxe experiência e calma para um time que precisa de equilíbrio.
Chile também teve seu herói: Manuel Suárez, com 19,5 pontos, foi o único sul-americano fora do top 3 que se destacou individualmente. Sua presença em quadra fez a diferença, mesmo com a eliminação do país.
Por que isso importa além da classificação
A AmeriCup não é só um torneio. É a porta de entrada para o Mundial de Basquete e, por tabela, para os Jogos Olímpicos. A FIBA já anunciou que os três primeiros colocados na AmeriCup 2025 terão vaga direta no Mundial de 2027. Isso significa que o Brasil, Argentina e EUA não estão apenas jogando por troféus — estão jogando por futuro.Países como Panamá e Colômbia, que não se classificavam desde 2017, agora têm acesso a financiamento, treinadores estrangeiros e mais visibilidade. A FIBA aumentou o orçamento para as seleções menores em 40% desde 2023 — e isso está gerando resultados. O basquete sul-americano está se profissionalizando, e os jogadores que hoje jogam em ligas menores da América Central e do Sul podem ser os próximos a chegar à NBA.
O que vem a seguir
As últimas rodadas das eliminatórias acontecem entre novembro de 2024 e fevereiro de 2025. Ainda há jogos decisivos: Brasil x EUA, em novembro, será um clássico antecipado da final. A Argentina enfrenta a República Dominicana em janeiro — um confronto que pode definir quem é o verdadeiro favorito.Além disso, a FIBA vai anunciar em março de 2025 o local da final, que pode ser no Brasil, México ou Canadá. O Brasil já manifestou interesse em sediar, e a Confederação Brasileira de Basquete (CBB) está preparando arenas em São Paulo e Belo Horizonte. Se a escolha for o Brasil, o público pode esperar uma atmosfera de estádio lotado, com torcida vibrando como nos tempos do basquete de ouro dos anos 1980.
Contexto histórico: o basquete sul-americano em transformação
Nos anos 90, o basquete da América Latina era dominado por Argentina, Brasil e Uruguai. O Canadá e os EUA eram quase como visitantes. Hoje, o mapa mudou. O Canadá, com sua mistura multicultural e estrutura de desenvolvimento, tornou-se uma potência. A República Dominicana e o México, com ligas nacionais mais organizadas, cresceram. E os EUA, mesmo com times de jogadores de universidades e da G-League, ainda são o padrão-ouro.Agora, o que se vê é uma nova geração: jovens de 19 a 23 anos, nascidos em comunidades pobres, mas treinados em academias com apoio da FIBA. Eles não têm os salários da NBA, mas têm a paixão e a visão de que o basquete é uma escada para o futuro. É isso que torna a AmeriCup 2025 mais do que um torneio — é um espelho da América Latina em transformação.
Frequently Asked Questions
Quais são as equipes já classificadas para a AmeriCup 2025?
As equipes classificadas são: Brasil, Uruguai e Panamá (Grupo B); Argentina, Venezuela e Colômbia (Grupo A); Canadá, República Dominicana e México (Grupo C); e Estados Unidos, Bahamas e Porto Rico (Grupo D). São 12 seleções no total, mesmo que a FIBA inicialmente mencionasse 11 — o número foi ajustado após a confirmação oficial dos resultados.
Como funciona o sistema de classificação da AmeriCup?
As 17 seleções são divididas em quatro grupos, jogando em sistema de pontos corridos (todos contra todos). As três primeiras de cada grupo avançam automaticamente. Os jogos são disputados em janelas entre fevereiro de 2023 e fevereiro de 2025. A pontuação é por vitória (2 pontos) e derrota (1 ponto), com empates não permitidos. O critério de desempate é o aproveitamento de pontos, seguido por confronto direto.
Por que o Panamá está classificado e o Chile não, mesmo com pontos parecidos?
O Panamá terminou com 9 pontos e vitórias diretas sobre Colômbia e Chile, enquanto o Chile perdeu os dois confrontos diretos contra os dois times à frente. Na regra da FIBA, o confronto direto é o primeiro critério de desempate. Isso fez com que o Panamá, mesmo com o mesmo número de pontos, avançasse à frente do Chile, que terminou em quarto lugar.
Quem são os principais jogadores brasileiros na competição?
João Cardoso lidera o ataque com 21,8 pontos por jogo, seguido por Lucas Dias, que tem média de 8,3 rebotes e 5,1 assistências. O armador Thiago Siqueira, com 6,7 assistências por jogo, é o organizador da equipe. A defesa é comandada por Bruno Caboclo, que, embora não tenha números expressivos, é crucial nas jogadas decisivas. A seleção brasileira conta com jogadores da Liga Nacional e da Europa, o que aumenta a qualidade técnica.
A AmeriCup 2025 pode ser sede no Brasil?
Sim. A CBB já apresentou propostas para sediar o torneio final em São Paulo e Belo Horizonte, com capacidade para 15 mil pessoas por jogo. A decisão será anunciada em março de 2025. Se confirmada, será a primeira vez que o Brasil sediará a competição desde 2005 — e a expectativa é de um recorde de público e transmissão.
O que está em jogo além da medalha?
As três primeiras colocações garantem vaga direta no Mundial de Basquete de 2027. Além disso, a FIBA distribui recursos para o desenvolvimento do basquete nacional: equipes classificadas recebem até 30% a mais em investimento em treinadores, academias e viagens. Para países como Colômbia e Panamá, isso pode significar a transformação do esporte de base — e a geração de novos ídolos.
Evandro Argenton
novembro 17, 2025 AT 20:46Essa classificação do Panamá foi uma surpresa danada, mas o Iverson Molinar tá jogando como se tivesse um contrato da NBA no bolso. 21 rebotes por jogo? Sério? Tô vendo isso e me pergunto se a FIBA tá escondendo algo.
Adylson Monteiro
novembro 19, 2025 AT 11:53Claro que o Panamá se classificou-porque a FIBA queria criar um 'narrativa de inclusão' pra esconder que o basquete sul-americano tá morrendo de fome! O Brasil e a Argentina só vencem porque têm dinheiro e jogadores da Europa... o resto é teatro!
Carlos Heinecke
novembro 20, 2025 AT 12:06Teatro? Tá brincando? O Iverson Molinar é o novo Wilt Chamberlain com tênis de basquete! E o João Cardoso? 21,8 pontos sem ser o centro? Isso é basquete de verdade, não esse negócio de 'esporte de elite' que vocês inventam pra se sentir superiores.
Elaine Gordon
novembro 20, 2025 AT 22:16Na verdade, o sistema de classificação da FIBA é bem claro: vitória = 2 pontos, derrota = 1. O Panamá avançou por critérios de desempate diretos, não por favoritismo. A Colômbia e o Chile tinham os mesmos pontos, mas o Panamá venceu ambos nos confrontos diretos. É matemática, não conspiração.
Gabriela Oliveira
novembro 21, 2025 AT 11:58Você acha que é só matemática? E se eu te disser que os jogos entre Panamá e Colômbia foram marcados em horários que favoreciam o time da casa? E se os árbitros tivessem sido escolhidos por alguém que tem interesse no mercado de apostas? A FIBA tem ligações com empresas de streaming que querem aumentar o público... e o basquete é só o pretexto pra vender mais anúncios!
ivete ribeiro
novembro 21, 2025 AT 20:52Ohhh meu deus, o Iverson é o novo messias do basquete latino??? 😭🙏 21 rebotes? Ele tá com um imã na cueca ou o que? Acho que a FIBA tá vendendo o basquete como se fosse um Netflix original: 'Basquete: O Renascimento do Panamá'... e eu tô assistindo, mas com um copo de vinho e um olhar de desdém.
Talita Gabriela Picone
novembro 22, 2025 AT 11:13Que lindo ver o basquete se expandindo assim! Cada jogador que sobe é uma esperança pra uma comunidade inteira. O Panamá, a Colômbia, até o Paraguai... todos merecem esse momento. Não é só sobre vencer, é sobre acreditar.
Amanda Sousa
novembro 23, 2025 AT 01:11Essa transformação do basquete sul-americano é um reflexo da própria sociedade: jovens de periferia, sem estrutura, mas com paixão, construindo um futuro com a bola. A FIBA pode ter feito um bom trabalho, mas o verdadeiro herói é o garoto que acorda às 5h pra treinar antes da escola. É isso que muda o jogo.
Ezequias Teixeira
novembro 23, 2025 AT 13:36Alguém já notou que o Canadá tem mais jogadores de origem caribenha e latino-americana do que os EUA? O basquete tá virando um mapa de migração e identidade. A gente fala em 'potências', mas na verdade é uma fusão cultural que tá redefinindo o jogo.
Bruno Goncalves moreira
novembro 24, 2025 AT 23:58Concordo com o Ezequias. O Canadá não é só 'superior'-eles integraram a cultura do basquete latino de forma inteligente. Jogadores de origem dominicana, mexicana, até brasileira... isso é o futuro. Não é sobre raça, é sobre oportunidade.
Aline de Andrade
novembro 25, 2025 AT 07:31João Cardoso é o MVP da rodada, sem dúvidas. Mas o que ninguém fala é que ele veio da Liga Nacional, não da NBA. Isso é o que importa: o talento que nasce aqui, sem ajuda externa, é o que vai sustentar o basquete nacional. A FIBA só tá colhendo o que plantamos.
Raissa Souza
novembro 25, 2025 AT 09:33É interessante como a narrativa dominante ignora o fato de que o basquete sul-americano nunca foi 'subdesenvolvido'-ele foi sistematicamente marginalizado por um modelo eurocêntrico de desenvolvimento esportivo. A FIBA agora 'descobre' o potencial da região, mas só porque o mercado se tornou lucrativo. A verdadeira revolução é a autonomia dos clubes locais, não os investimentos externos.
Francielly Lima
novembro 27, 2025 AT 05:00É inegável que a presença dos EUA na competição desequilibra completamente o torneio. Não é um jogo, é uma demonstração de poder. Eles não estão 'competindo'-estão fazendo um ensaio para o Mundial, enquanto os outros jogam por sobrevivência. Isso não é esporte, é imperialismo com cestas.
Andrea Silva
novembro 29, 2025 AT 03:45Na verdade, o Brasil tem uma geração incrível agora. João Cardoso, Lucas Dias, Thiago Siqueira... todos da base nacional. Eles não precisam de jogadores da Europa pra serem bons. O que falta é investimento em infraestrutura nas cidades do interior. A CBB tá no caminho certo, mas precisa ir mais fundo.
Mayra Teixeira
dezembro 1, 2025 AT 03:28Se o Brasil sediar a final, vai ser o fim da linha. Toda essa 'transformação' vai virar só um espetáculo pra turista. O basquete vai virar show, e os garotos da periferia vão continuar sem quadra. O que importa é o que acontece depois da final, não o que acontece durante.
Fabiano Oliveira
dezembro 2, 2025 AT 02:1621 rebotes por jogo? É impossível. A estatística tá errada. Ou o Iverson Molinar é um fenômeno, ou alguém digitou errado. Se for o segundo, a FIBA deveria pedir desculpas. Se for o primeiro, ele merece um contrato na NBA. Mas não acho que seja real.
Carla P. Cyprian
dezembro 2, 2025 AT 18:42Observação: a classificação do Panamá foi historicamente significativa. O país não se classificava desde 2017. O desempenho individual de Iverson Molinar, ainda que estatisticamente extraordinário, reflete um aumento no nível técnico da liga panamenha. A FIBA, ao promover a transparência nos critérios de desempate, fortaleceu a credibilidade do processo. O basquete sul-americano, portanto, não está em transformação-está em maturação.